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2 mentiras que a TV conta sobre a liberação de armas

por Fernando Fernandes*

Toda vez que surge um novo atentado em algum lugar do mundo é a mesma coisa. Os defensores do desarmamento civil começam exibindo uma falsa consternação com as vítimas do atentado, enquanto tentam colocar a culpa na questão das armas. A imprensa brasileira, seguindo a CNN e o Partido Democrata norte-americano, faz um barulho ensurdecedor de como “é um absurdo que exista a livre circulação e venda de armas nos Estados Unidos”. E, quase sempre, veículos de imprensa como a GloboNews passam vergonha em suas enquetes sobre a necessidade total restrição do acesso as armas.

Pensando nisso, elencamos três mentiras que precisamos derrubar quando o assunto é liberação/restrição do acesso as armas.

Mentira #1- “Mais Armas; Mais Crimes”

O argumento varia, mas se apresenta quase sempre nos seguintes termos: “com mais armas disponíveis a quantidade de confrontos aumentará e todo mundo vai resolver tudo na bala”.

Sabemos que esse argumento é mentiroso, mas a pergunta que precisamos fazer é: Por que ele parece verdadeiro para os leigos? Simples. Ele faz uma falsa relação de proporcionalidade. O aumento da presença de armas legais disponíveis na sociedade, ao contrário de promover o uso delas, irá inibir tanto o saque e emprego, quanto a abordagem pelos criminosos.

Por um lado, a disponibilidade de armas na sociedade produz um efeito social intimidador. É algo semelhante ao que acontece nas lutas de boxe, em lutas de pesos leves é comum ver velocidade e muitos, muitos, socos; já nas lutas de pesos pesados vemos poucos socos porque a chance de “apagar alguém” é muito alta e, normalmente, o lutador mais afoito logo “beija” a lona.

Por outro lado, assim como a divisão de tarefas e cooperação funciona na indústria, no comércio e, também, nas tarefas da sua casa, a descentralização funciona bem quando o assunto é segurança. Ou seja, a questão, aqui, não é somente a possibilidade de emprego da arma em legitima defesa por quem está sendo ameaçado por um criminoso; mas, principalmente, que qualquer um ao meu redor pode usar a sua arma em minha defesa.

Mentira #2: “Armas matam pessoas, você não vê os atentados nos EUA?”

Aqui fizemos um esforço para reunir alguns argumentos que giram no entorno de que a política desarmamento civil, sozinha, é capaz de: 1) prevenir crimes; 2) prevenir atentados; 3) prevenir mortes.

Concentrando-nos na primeira parte do argumento é preciso desmistificar a falácia de que “armas matam”. Ora, armas matam, facas matam, pedras matam, martelos matam, carros matam… Precisamos ter em mente que, como qualquer objeto inanimado, armas não fazem absolutamente nada sozinhas. São as pessoas que devem ser responsabilizadas pelo emprego de armas de fogo, seja ele imperito; negligente ou mesmo mal intencionado.

Na mesma linha, outro argumento emocional contra as armas é aquele que diz “armas de fogo são instrumentos feitos para tirar a vida”. O que é outro erro e na história da humanidade temos vários exemplos de armas sendo utilizadas para salvar vidas. O mais extremo deles é a derrubada do Nazismo. Ou alguém acha que seria possível acabar com Hitler com pombas da paz e bolhas de sabão?!?

Portanto, é certo que o desarmamento não é capaz, sozinho, de salvar nenhuma vida. Entretanto, posso afirmar que o desarmamento expõe nossas vidas ao risco de morte, e isso o que nos leva a segunda parte do nosso Mito #2: “Atentados nos E.U.A”.

Retomando o inicio deste texto, além da ladainha na televisão repetindo o discurso da esquerda americana que a culpa das mortes é da cultura americana de armas. Há outro dado que precisa ser conhecido sobre os atentados nos Estados Unidos. De acordo com a Crime Prevention Research Center, em pesquisa realizada no período de 1950 até 2016, 98% dos atentados com armas de fogo nos E.U.A. aconteceram em áreas de política de desarmamento civil as chamadas “guns free zones”. Ou seja, os criminosos escolhem deliberadamente cometer seus crimes em áreas em que eles tem plena certeza de que 1) São proibidas para portadores de armas; 2) Não terão revide ou reação.

Disto extraímos que o Desarmamento proíbe apenas os indivíduos que cumprem as leis a portar armas. Criminosos continuarão carregando suas armas livremente ignorando toda sorte de políticas desarmamentistas. E, se estamos falando de atentados, não podemos esquecer que o ataque em Nice, por exemplo, não precisou de nenhuma arma de fogo e o de Paris, onde o controle de armas é extremamente forte, os terroristas estavam armados com fuzis AK-47 independente da lei.

Em síntese, é claro que todos concordam que a presença armas agrava os problemas de violência e criminalidade. Elas sempre podem produzir um final trágico e seria muito mais seguro que ninguém pudesse usar armas. Mas, será que isso é possível? É claro que não.

Sendo assim, a mídia em geral não é “inocentezinha” quando faz a defesa engajada do desarmamento civil. Assim, como Hillary Clinton e Barack Obama, eles seguem a Agenda Globalista, algo comum aos maiores ditadores e facínoras da história humana, para te manter desarmado e suscetível ao arbítrio do mais forte. E, quem pode ser mais forte que um Estado tirano?

 

*Fernando Fernandes é advogado, mestrando em Filosofia política, formado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, segundo vice-presidente do Patriota RJ e colunista do Instituto Liberal. 

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3 thoughts on “2 mentiras que a TV conta sobre a liberação de armas”

  1. O bandido entra no seu carro , coloca arma na sua cabeça e lhe leva tudo alem de lhe chamar de vagabondo. Isso tudo porque aquele cidadão de vem de seu trabalho nao pode se defender.
    Legalização de porte de armas já. Levanto a bandeira 51 .

  2. O Armamento serve apenas a industria de armas, pedras matam, mas se o Homem de Bem de Las Vegas tivesse jogado 200 pedras, ao invés de ter realizado 200 disparos , todos os 56 mortos estariam vivos.

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